Francisco César anuncia Congresso Regional do PS/Açores para 15, 16 e 17 de janeiro

PS Açores - Há 1 hora

A Comissão Regional do PS/Açores aprovou, este sábado, o próximo Congresso Regional do partido para os dias 15, 16 e 17 de janeiro, na ilha Terceira, num encontro que terá como objetivo preparar um novo ciclo político e aprofundar a construção de uma alternativa para o futuro dos Açores.

À margem da reunião da Comissão Regional, o Presidente do PS/Açores, Francisco César, anunciou que as eleições para a liderança do partido e para os delegados ao Congresso terão lugar no dia 14 de novembro de 2026, confirmando que será candidato a um novo mandato à frente dos socialistas açorianos.

“Eu serei candidato e irei apresentar, no momento certo, a minha candidatura com um objetivo muito claro: os Açores precisam de um novo futuro e precisam de uma mudança do rumo que está a ser seguido”, afirmou Francisco César.

O líder socialista defendeu que o próximo Congresso deverá ser um momento de abertura e de mobilização, não apenas dos militantes socialistas, mas também de todos aqueles que queiram contribuir para a construção de um novo projeto para a Região.

“Este é um Congresso não só para os que têm estado, mas para os que estiveram e para outros que querem cá estar”, afirmou, destacando o trabalho que já está a ser desenvolvido através dos Estados Gerais e do Fórum Cidadania Ativa, que têm permitido envolver “muitas caras novas” e pessoas que estavam afastadas do Partido Socialista e estão agora a regressar.

Para Francisco César, o projeto político a apresentar aos Açorianos deve ser construído com o PS/Açores “aberto à sociedade civil e agregando o máximo de contributos”, num momento em que considera necessário responder às dificuldades sentidas pelas famílias e aos problemas que atravessam diferentes setores da economia regional.

Entre as prioridades que pretende aprofundar neste processo, Francisco César destacou, em primeiro lugar, o combate ao aumento do custo de vida, defendendo respostas para o peso crescente dos combustíveis, da habitação e do supermercado nos orçamentos familiares.

“Se não investirmos nas pessoas, se não ajudarmos as empresas, não há economia, não há emprego”, afirmou.

Uma segunda prioridade passa pela qualificação dos Açorianos, que Francisco César considera indispensável para aumentar a capacidade da Região de produzir riqueza. O Presidente do PS/Açores defendeu a necessidade de “dar um salto” nos níveis de qualificação e aproximar os Açores dos níveis europeus, apontando esta matéria como uma das bases para o desenvolvimento futuro da Região.

A terceira prioridade está relacionada com o saneamento das contas públicas regionais, numa altura em que os dados mais recentes apontam para um défice regional de 305,5 milhões de euros em 2025. Francisco César defendeu que será necessário recuperar o equilíbrio das contas públicas sem impor austeridade às famílias, através de uma definição rigorosa de prioridades e de soluções tecnicamente sustentadas.

No que respeita ao próximo Plano e Orçamento da Região, a Comissão Regional mandatou ainda o Presidente e os órgãos executivos do PS/Açores para conduzirem as negociações com o Governo Regional.

Francisco César reafirmou a disponibilidade do PS/Açores para contribuir para a viabilização do documento, através da abstenção, caso o Governo Regional acolha respostas para problemas que os socialistas consideram essenciais, nomeadamente medidas de alívio do custo de vida e de redução do peso dos combustíveis nas famílias e nas empresas.

“Se o Governo Regional quer que o Partido Socialista seja parceiro na aprovação do Orçamento através de uma abstenção, vai ter que ter em atenção várias questões, nomeadamente a questão do custo de vida e a descida do preço dos combustíveis”, afirmou.

O Presidente do PS/Açores defendeu, por isso, que os próximos meses devem servir para mobilizar o partido e a sociedade açoriana em torno de soluções concretas e de um projeto político preparado para responder aos desafios da Região.

“O rumo que está a ser seguido não está a correr bem. As pessoas vivem pior e as perspetivas de futuro não são animadoras”, afirmou Francisco César, defendendo que o Congresso de janeiro deverá afirmar uma alternativa capaz de “construir o projeto que queremos para o futuro” dos Açores.